O fisioterapeuta João Caetano irá lecionar a formação “Exercício Clínico na Coluna Cervical” no Centro de Formação da Clínica das Conchas. 

Licenciado pela Escola Superior de Alcoitão, João Caetano especializou-se em Electrolise Percutânea Intracidular, e fez um Certificado em Orthophaedic Manual Therapy pela Manual Concepts e Curtin University of Technology. 
Ao longo da entrevista tivemos a oportunidade de explorar diversos temas como a sua análise acerca da prevalência de utentes com dor cervical, algumas recomendações relativamente ao exercício clínico na Coluna Cervical e os seus projetos profissionais para 2018. 

FORMAÇÃO CLÍNICA DAS CONCHAS - Que análise faz da prevalência de utentes com dor cervical em Portugal?
JC - A prevalência de utentes com cervicalgia é muito alta e normalmente é acompanhada de dor torácica e de ombro. A Dor cervical evolui muitas vezes para estados crónicos, mas na maioria das vezes é benigna, não acarretando riscos para a saúde. A dor crónica está muito associada à inactividade física e ao sedentarismo, que promovem a falta de estabilidade e mobilidade do sitema neuro-músculo-esquelético e más posturas. A população activa, também apresenta queixas cervicais, nestes casos normalmente estamos perante casos agudos, muitas vezes causados por erros de treino. Na maioria dos casos as queixas são benignas e não necessitam de
 
 
FORMAÇÃO CLÍNICA DAS CONCHAS - Relativamente à formação de ”Exercício clínico na Coluna Cervical” o que podemos esperar?
JC - A formação terá como principal foco a cervicalgia idiopática crónica, onde o exercício tem um papel primordial na prevenção e redução de dor. A componente clínica do curso é principalmente a questão da segurança, onde eu como Fisioterpeuta posso ajudar a perceber quais os sinais e sintomas onde o exercicio é contra-indicado e o utente deva ser encaminhado. Depois irei ensinar com base na evidência cientifica actualmente disponível quai a relação entre a dor e a disfunção de movimento, como avaliar os padrões disfuncionais e quais as estratégias mais adequadas para optimizar resultados. Neste curso a chave estará na optimização do exercício, pois hoje em dia sabemos que o exercicio, mesmo que não seja especifico por norma ajuda na redução da dor e aumento da função. Penso que a formação é apropriada para profissionais do exercício, que trabalhem em ginásios e fisioterapeutas, pois ambas as profissões lidam com o exercício e são profissionais de primeiro contacto. No curso tentarei também demonstrar que a dor crónica cervical deve recorrer a uma abordagem multidisciplinar e que profissionais do exercicio e fisioterapeutas se complementam e devem colaborar para bem da saúde pública.
 

FORMAÇÃO CLÍNICA DAS CONCHAS - Em termos profissionais, que projectos e ambições tem para o ano de 2018? 
JC - O ano de 2018 será um ano de alguns desafios profissionais. Encontro-me neste momento a desenvolver em conjunto com outros profissionais de saúde um projecto para avaliar e tratar dor crónica complexa, onde já existem alterações a nível do sistema nervoso central, como por exemplo a dor neuropática. Normalmente são casos muito dificeis de tratar e requerem uma abordagem multidisclipanar, que envolvem necessidade de medicação para dor crónica,, fisioterapia com enfase em estratégias cognitivas, exercício de várias formas e psicologia. Já existe um caminho traçado, estamo actualmente ainda em fase de pesquisa e investigação.
 
Saiba mais da formação aqui
 
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