À semelhança dos semáforos rodoviários, através de símbolos verdes, amarelos e vermelhos o objetivo é fornecer informação rápida e intuitiva sobre o teor de sal, açúcar e gorduras existentes nos alimentos.
Três círculos coloridos, em verde, amarelo e vermelho, a indicar a maior ou menor quantidade de gordura, gordura saturada, açúcares e sal presentes em cada 100 gramas de produto.
Num projeto de resolução entregue esta quinta-feira, 19 de Outubro, no Parlamento, pretende-se com este sistema informar de forma mais intuitiva e consciente os consumidores se um produto deve ou não ser evitado.
Na prática trata-se de rever as regras de rotulagem dos produtos embalados por forma a que nelas surja informação mais simples que permita de forma quase instantânea perceber se um determinado alimento é ou não prejudicial à saúde, já que a informação nutricional nos rótulos é um dos principais meios de incentivo para a realização de escolhas mais saudáveis, no momento da compra dos alimentos.
Como fazer a leitura do semáforo nutricional?
- O verde será mais saudável;
- O amarelo indica que aquele produto já tem uma quantidade razoável de sal, açúcar ou gorduras, por isso é melhor não abusar;
- O vermelho indica uma quantidade elevada, pelo que o melhor será não consumir
A vantagem deste sistema, referem os autores, é favorecer um consumo mais consciente e a opção por uma alimentação mais saudável. Com um rótulo deste género, poderá ser possível que o consumidor, dentro da mesma gama de produto, consiga escolher aquele que for mais saudável.
Neste contexto, também a indústria sentirá obrigada a moderar os seus produtos, conseguindo-se desta forma um duplo efeito – consumidores e indústria alimentar.
Atualmente os rótulos das embalagens já têm informação nutricional – a chamada "dose diária recomendada”, embora seja de difícil leitura e interpretação, pelo que o semáforo nutricional será muito mais eficaz.
Este não é um modelo pioneiro. Em Inglaterra, este sistema já foi implementado onde tem vindo a ser negociada com a indústria a alteração das embalagens.
Fonte: Jornal de Negócios
