As pessoas que dançam são relativamente fáceis de identificar, mesmo fora do palco. Isto porque “são bastante conscientes da posição do seu corpo no espaço e conseguem mover-se como os gatos”, refere Marie-Louise Bird, pesquisadora de Pilates pela University of British Columbia. “Mas a maioria de nós não tem a capacidade de dar muita atenção à postura."
Desde que Joseph Pilates fundou o seu estúdio em New York, há cerca de um século atrás, este método centrou-se no fortalecimento dos músculos abdominais e do tronco – o chamado “núcleo” – através de centenas de movimentos muito específicos.
As primeiros clientes de Pilates eram bailarinas que procuravam uma forma de melhorar a sua postura e controlar melhor os seus movimentos.
Os benefícios do Pilates e as evidências científicas
O método de Pilates parece enganosamente fácil. Os seus movimentos melhoram o equilíbrio e a força central, como sugere a pesquisa realizada por Bird (Saiba mais AQUI).
O Pilates reforça o vínculo entre a mente e os músculos, ajudando as pessoas fortalecer o “núcleo”, tendo como consequência uma melhor postura e controlo sobre os movimentos do corpo, diz Cherie Wells, professora Universitária de Fisioterapia na Australia’s Griffith University. Na sua pesquisa, Wells descobriu que as vantagens do fortalecimento do “núcleo” também podem aliviar a dor e melhorar a vida diária para pessoas que sofrem de dor lombar crónica. (Saiba mais AQUI)
Outras pesquisas também relacionaram o Pilates a uma significativa melhoria nas seguintes dimensões:
- Melhoria na flexibilidade (Saiba mais AQUI);
- Estabilidade do tronco (Saiba mais AQUI)
- Prevenção de lesões (Saiba mais AQUI)
- Desempenho atlético (Saiba mais AQUI)
É relativamente fácil praticar Pilates de forma incorreta, refere Bird. Nesse sentido, é fundamental que uma aula de Pilates seja orientada por profissionais habilitados para o efeito. “Os resultados aparecem através de uma aula estruturada e orientada por um profissional certificado”, refere Ann Gibson, professor de Ciências do Exercício na University of New Mexico, que adverte os novatos para não assumirem que conseguem fazer Pilates através de fotografias online ou guias práticos.
A outra componente única do Pilates não é física, mas mental. Um dos conceitos-chave do Pilates é chamado de "centralização", ou seja, entende que todos os movimentos têm origem no seu “núcleo”. "Como o yoga, trata-se de saber respirar, focar-se e estar atento aos movimentos do seu corpo", refere Gibson. O estudo que apresentamos relacionou o Pilates à atenção plena e à consciência sensorial, que pode induzir relaxamento, melhorias do estado de humor e redução do stress (Saiba mais AQUI).
" O Pilates parece ativar os músculos abdominais mais profundos do que os exercícios de ginástica convencional", diz Duncan Critchley, palestrante e pesquisador no King’s College London. Pesquisadores Espanhóis mostram que o Pilates também elimina as "assimetrias" nos músculos abdominais da linha dos lados do seu tronco (Saiba mais AQUI).
Fonte: Time
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