O artigo de Maddocks (2020), intitulado "Physical activity and exercise training in cancer patients", publicado na Clinical Nutrition ESPEN, explora os efeitos da atividade física e do treino físico em pacientes com cancro, evidenciando como estas práticas podem melhorar a qualidade de vida, a capacidade funcional e o prognóstico desses pacientes.

 

O estudo sublinha que os pacientes oncológicos frequentemente apresentam uma diminuição da capacidade física, fraqueza muscular e fadiga devido à doença e aos tratamentos. A prática regular de exercício, incluindo atividades aeróbias e treino de resistência, tem demonstrado benefícios substanciais, como a redução da fadiga, a melhoria da força muscular e o aumento da capacidade de realizar tarefas diárias. Além disso, o exercício regular pode melhorar a saúde emocional, reduzindo sintomas de ansiedade e depressão, e pode prevenir ou mitigar a perda muscular associada ao cancro.

 

Maddocks (2020) recomenda que os programas de exercício sejam personalizados, levando em conta o tipo de cancro, o estágio da doença e a condição física do paciente. A pesquisa também destaca que o exercício é seguro durante os tratamentos oncológicos, como a quimioterapia e radioterapia, e, pode ajudar a atenuar os efeitos secundários desses tratamentos, como a fadiga e a perda muscular.

 

Em conclusão, o autor enfatiza que o exercício deve ser incorporado como parte integrante do tratamento oncológico, complementando as terapias convencionais, a fim de promover uma melhor recuperação e qualidade de vida dos pacientes com cancro.

 

Referências:

Maddocks M. (2020). Physical activity and exercise training in cancer patients. Clinical nutrition ESPEN, 40, 1–6.https://doi.org/10.1016/j.clnesp.2020.09.027

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