A doença oncológica continua a ser um dos maiores desafios da saúde global, com um impacto profundo na vida de milhões de pessoas todos os anos. Embora indispensáveis, os tratamentos oncológicos estão associados a efeitos adversos, como fadiga, ansiedade, depressão e perda de qualidade de vida. Perante este cenário, a atividade física assume-se como uma estratégia terapêutica essencial, promovendo o bem-estar e favorecendo a recuperação da autonomia.
Estudos demonstram que o exercício, quando adaptado a cada pessoa, ajuda a reduzir os efeitos secundários dos tratamentos oncológicos, melhora a condição física e o bem-estar psicológico. Para além de favorecer a recuperação, a prática regular de atividade física contribui para uma vida mais ativa e autónoma (Weronika Misiąg et al., 2022).
A integração do exercício físico durante e após os tratamentos têm revelado benefícios consistentes, promovendo vitalidade, equilíbrio emocional e melhor qualidade de vida. Estes efeitos prolongam-se para além do período terapêutico, reforçando o papel essencial do movimento no processo de recuperação.
É fundamental que doentes e profissionais de saúde reconheçam a atividade física como parte integrante do tratamento oncológico. Para os doentes, significa mais energia, esperança e qualidade de vida; para os profissionais, representa a possibilidade de oferecer cuidados mais complexos e humanos.
O exercício deve, por isso, ser encarado como um aliado essencial no combate à doença oncológica, capaz de melhorar a recuperação e de promover uma vida mais ativa.
Referência:
Misiag, W.; Piszczyk, A.; Szymanska-Chabowska, A.; Chabowski, (2022) M. Physical Activity and Cancer Care—A Review. Cancers 14, 4154. DOI: 10.3390/cancers14174154
