A Doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas e provoca não só declínio cognitivo, mas também alterações significativas na capacidade motora. 

 

À medida que a doença progride, surgem dificuldades na marcha, equilíbrio, coordenação e mobilidade, aumentando o risco de quedas e perda de autonomia funcional. 

 

Pessoas com Alzheimer apresentam uma redução progressiva da capacidade motora, o que compromete atividades básicas do quotidiano, como caminhar, levantar-se ou manter o equilíbrio.

 

O declínio motor associado ao Alzheimer está relacionado com alterações neurológicas que afetam áreas cerebrais responsáveis pelo controlo do movimento e da coordenação. Como consequência, podem apresentar diminuição da velocidade de marcha, instabilidade postural e maior risco de quedas, especialmente nas fases moderadas e avançadas.

 

O exercício físico desempenha um papel importante na melhoria destas limitações motoras através de:

1. Melhorias na força muscular, no equilíbrio e na coordenação motora (Carvalho et al., 2020; Câmara-Calmaestra et al., 2022). 

2. Melhorias significativas na mobilidade, na capacidade funcional e redução do risco de quedas de 42% para aproximadamente 15%, contribuindo para uma maior independência nas atividades da vida diária (Carvalho et al., 2020; Câmara-Calmaestra et al., 2022).

 

A inclusão do exercício físico para pessoas com Alzheimer é considerada uma estratégia importante para preservar a função motora.

 

Recomenda-se que os idosos realizem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, adaptada às suas capacidades e preferencialmente supervisionada por profissionais de exercício.

 

Desta forma, o exercício físico pode constituir uma intervenção não farmacológica eficaz para reduzir o declínio motor e melhorar a qualidade de vida das pessoas com Doença de Alzheimer.

 

Referências

Câmara-Calmaestra, R., Martínez-Amat, A., Aibar-Almazán, A., Hita-Contreras, F., De Miguel Hernando, N., & Achalandabaso-Ochoa, A. (2022). Effectiveness of physical exercise on Alzheimer’s disease: A systematic review. Journal of Prevention of Alzheimer’s Disease, 9(3), 447–455. https://doi.org/10.14283/jpad.2022.40

 

Carvalho, J., et al. (2020). Effectiveness of multicomponent exercise interventions in older adults with dementia: A meta-analysis. The Gerontologist, 60(8), e565–e577. https://doi.org/10.1093/geront/gnaa091

 

Lane, C. A., Hardy, J., & Schott, J. M. (2018). Alzheimer’s disease. European Journal of Neurology, 25(1), 59–70. https://doi.org/10.1111/ene.13439

 

World Health Organization. (2020). WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. https://doi.org/10.1016/j.jphys.2020.11.001

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