O método Pilates tem sido amplamente estudado no contexto das doenças crónicas não transmissíveis, demonstrando efeitos positivos em diferentes indicadores de saúde física e funcional.
A prática regular de Pilates pode contribuir para melhorias significativas na capacidade funcional, no controlo motor, na flexibilidade e na qualidade de vida de indivíduos com patologias crónicas. Verificam-se melhorias consistentes no desempenho físico global, com efeitos geralmente classificados entre pequenos a moderados, dependendo da condição clínica avaliada.
Em termos de resultados quantitativos, a maioria das intervenções incluídas apresenta melhorias clinicamente relevantes, embora com alguma variabilidade entre populações e tipos de doença. Observa-se, por exemplo, que os programas de Pilates estão associados a aumentos aproximados de 10% a 25% na capacidade funcional em diferentes testes físicos, bem como melhorias na perceção de qualidade de vida que podem atingir valores superiores a 20% em alguns grupos clínicos. No entanto, os efeitos variam significativamente consoante a duração da intervenção, a frequência semanal e o tipo de doença estudada, o que limita a possibilidade de estabelecer conclusões homogéneas (Casonatto, J., & Yamacita, C. M. (2018).
O Pilates pode ser particularmente benéfico, promovendo melhorias na mobilidade, resistência muscular e bem-estar geral, em condições como:
- Doenças cardiovasculares
- Diabetes tipo 2
- Doença pulmonar obstrutiva crónica
- Algumas condições musculoesqueléticas
Conclui-se que o Pilates constitui uma intervenção complementar promissora no tratamento e gestão de doenças crónicas não transmissíveis, com benefícios consistentes na função física e na qualidade de vida.
Referências:
Casonatto, J., & Yamacita, C. M. (2018). *Pilates in noncommunicable diseases: A systematic review of its effects*. Complementary Therapies in Medicine, 39, 114–123. https://doi.org/10.1016/j.ctim.2018.05.018
