MAIS DE 50% DA POPULAÇÃO MUNDIAL SERÁ OBESA EM 2025
 
A obesidade duplicou nos últimos 30 anos e neste momento este flagelo é transversal a todas as faixas etárias. A Organização Mundial de Saúde tem-se multiplicado em apelos. 
 
Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde a obesidade duplicou desde 1980 e, em 2014 já havia 1,9 mil milhões de adultos com excesso de peso no mundo e, desses, mais de 600 milhões eram obesos. Estes valores tenderão a aumentar e neste momento, esta que é uma das maiores epidemias do século XXI, tornou-se transversal a todas as faixas etárias e a todas as classes sociais.
 
A obesidade
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade encontra-se intimamente ligada à diabetes e doenças cardiovasculares estando associada a um risco aumentado de mortalidade. O excesso de peso e a obesidade são a acumulação excessiva ou anormal de gordura sendo uma doença crónica, complexa e multifatorial. 
 
Por outro lado, a obesidade pode ser influenciada por fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e socioeconómicos. Em termos de diagnóstico, não basta o Índice de Massa Corporal (IMC). Na avaliação de um doente obeso, são vários os parâmetros a ter em conta e existem diferentes métodos que permitem diagnosticar a gravidade da doença.
 
O IMC é, geralmente, o método mais utilizado pelos especialistas, mas também é preciso avaliar doenças. Muito utilizado, o Estadiamento de Edmonton avalia não apenas a presença de doenças associadas à obesidade, como também o estado mental e limitações funcionais do indivíduo, permitindo avaliar de zero a quatro a gravidade da obesidade.
 
Os diferentes tipos de obesidade
 
A obesidade endógena representa apenas 5% dos casos registados e está associada à genética (é afetada por doenças monogenéticas)ou endócrina. “Surge na infância e está associada a alterações fenotípicas. É, muitas vezes, motivada por polidactilia (pessoas que nascem com um dedo a mais), debilidade intelectual, malformações cardíacas, etc…”, explica Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade.
 
O ambiente também conta – obesidade exógena. Grande parte dos casos de obesidade deve-se a comportamentos que propiciam o seu aparecimento. Segundo Paula Freitas, neste tipo de obesidade, a poligénica, “existem mais de 240 genes candidatos, alguns associados a um maior IMC e outros a um maior perímetro da cintura ou a diabetes, que aumentam a propensão do indivíduo para o aumento do peso”.
“No entanto, o seu impacto é muito menor que o do ambiente, dieta e exercício físico. Isto é, embora o indivíduo possa ter uma maior propensão para o aumento de peso, tal só acontecerá perante um ambiente adverso, sendo causado por um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o dispêndio energético”, afirma ainda a responsável daquele organismo.
 
Hipótese do gene poupador
 
Ao longo da evolução humana, fomos feitos para poupar energia e não para o dispêndio energético, e tudo graças ao gene poupador. “Foi esta fisiologia que nos permitiu sobreviver enquanto espécie e que influencia a nossa tendência para o ganho e para o reganho de peso”, esclarece Paula Freitas, presidente da SPEO.
 
Além disso, temos ainda “mecanismos de adaptação que não nos permitem perder peso continuamente quando fazemos dieta e que fazem com que, mesmo sob dieta, após algum tempo exista uma estagnação na perda de peso, ou seja, não continuamos a emagrecer indefinidamente”, sublinha a especialista.
 
Fonte: prevenir
 
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